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#Filme - Blade Runner, O Caçador de Andróides

TITULO ORIGINAL: Blade Runner
DATA DE LANÇAMENTO: 26/07/1982

SINOPSE: No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.


Olá pessoal! Hoje eu fiz uma coisa que estava querendo fazer há um tempinho mas não tinha sido possível ainda pois não encontrava o filme disponível: assistir a Blade Runner, O Caçador de Andróides, baseado na obra de Philip K. Dick, Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?, que ainda não li, mas quero ler. Estava curiosa para saber qual o fascínio que esse filme tinha. E a curiosidade cresceu ainda mais depois do lançamento de Blade Runner 2049. Não tenho como comparar a obra literária com o filme mas vou falar um pouco do que achei sobre ele. (o que não é nenhuma crítica de cinema, pelo amor de Deus...)

Em 2019, quatro replicantes - como são chamados os andróides - estão revoltados e à solta na Terra após fugir de uma colônia interestelar onde humanos os mantinham como escravos. Estavam revoltados não por sua condição de andróide mas com o fato de viverem somente quatro anos, por motivos de segurança. O caçador de andróides, Rick Deckard, é escalado para encontrar esses andróides e retirá-los de circulação. O replicantes estão atrás de respostas e precisam encontrar seus criadores o que os leva a lutar contra Deckard. Uma das cenas finais, a do salvamento de Deckard pelo cabeça do grupo andróide, foi a mais forte para mim, onde demonstrou toda a fragilidade do replicante.

O que eu achei fantástico foi a visão do século XXI em 1982. No filme, as televisões ainda seriam de tubo, os computadores ainda teriam telas verdes, o prédio super tecnológico mas ainda com ventiladores de teto e a Atari ainda existiria...




O filme deixou uma mensagem filosófica no meu entender. Os andróides representam, alternativamente, os nossos medos e dúvidas, do tipo: de onde viemos? para onde vamos? quanto tempo temos? Entretanto, esses andróides dão mais valor à vida do que nós...

A trilha sonora de Vangelis também é demais:



Quero muito assistir ao novo filme, espero que consiga ver ainda no cinema. Se você, como eu, ainda não assistiu a versão antiga, fica a dica.

Beijos e até a próxima!

Sobre o filme O Homem Duplo



Olá pessoal! Como sou ansiosíssima (isso ainda vai me trazer problemas), não aguentei esperar muito para assistir o filme O Homem Duplo, baseado no livro de Philip K. Dick, Um Reflexo na Escuridão (A Scanner Darkly), e já vim aqui contar pra vocês.

A produção foi dirigida por Richard Linklater e conta com o seguinte elenco: Keanu Reeves (Bob Arctor), Winona Rider (Donna Hawthorne), Robert Downey Jr (Jim Barris), Woody Harrelson (Ernie Luckman) e Rory Cochrane (Charles Freck). O filme possui efeitos de uma técnica chamada rotoscopia, feita após as filmagens normais, o que dá um efeito de desenho animado. 





Achei que foi bem fiel à história do livro, sendo o tema central a paranóia que é causada pela substância D, o que é bem mostrado pelos personagens Jim Barris, Ernie Luckman e Charles Freck.



Segue o trailer do filme. Recomendo que assistam, mesmo sem terem lido o livro.



Beijos e até a próxima!!

Um Reflexo na Escuridão - Philip K. Dick

TÍTULO ORIGINAL: A Scanner Darkly
AUTOR: Philip K. Dick
GÊNERO: Ficção
EDITORA: Aleph
ANO DE LANÇAMENTO: 2016
NÚMERO DE PÁGINAS: 352

SINOPSE: Arctor/Fred, um agente disfarçado, é obrigado a esconder sua verdadeira identidade tanto dos que convivem com ele no cotidiano dos usuários de substâncias ilícitas como de seus colegas policiais. No entanto, o trabalho de agente infiltrado para a divisão de narcóticos pode cobrar seu preço: ele acaba viciado em uma droga psicotrópica perigosa e muitas vezes letal, a Substância D. Um dos mais terríveis efeitos colaterais da substância é a cisão entre o dois hemisférios do cérebro, que passam a agir de forma independente, por vezes até "competitiva" entre si. Ambas a identidades, a de viciado e a de policial, podem levar o protagonista aos limites entre a realidade e a ilusão, em que paira a dúvida a respeito do verdadeiro "eu".

Uau!!! Que livro complexo! Pelo menos para mim foi uma leitura complicada, que exigiu muita atenção e paciência. Apesar de não ter muitas páginas, demorei mais de uma semana para terminar. Esse mundo vivido por usuário de drogas realmente nos leva a refletir.

"Imagine ser senciente, mas sem estar vivo. Enxergar e até mesmo saber, mas sem estar vivo. Só olhando para fora. Reconhecendo as coisas, mas sem estar vivo. Uma pessoa pode morrer e continuar assim. Às vezes, aquilo que está te olhando através dos olhos de uma pessoa pode ter morrido lá atrás, na infância. O que está morto ali dentro ainda olha para fora. Não é apenas o corpo olhando para você sem nada dentro; ainda tem alguma coisa ali, mas essa coisa morreu e fica só olhando; não consegue parar de olhar." (página 281)

Essa é uma das passagens mais fortes do livro. São muitas, mas essa me chamou bastante a atenção, pois resume o estado que uma pessoa sob o efeito de substâncias químicas letais pode atingir.

Foi o meu primeiro contato com uma obra do autor, que também escreveu o livro, que inspirou o filme Blade Runner, dos anos 80 (e que eu ainda não assisti, vergonha), chamado Do Androids Dream of Electric Sheep?. De início pensei que esse cara fosse bem doido para conseguir descrever com tamanha realidade as sensações dos dependentes químicos mas depois, lendo sobre ele, verifiquei que essa história é, em parte, autobiográfica.

A abertura do livro mostra a cena onde Charles Freck e Jerry Fabin (dois colegas de Arctor) acreditam estar infestados com piolho, e que os dois tentam capturá-los em potes de vidro para levá-los para exames médicos. Essa cena já me horrorizou e percebi que seria uma leitura pesada e que me faria pensar.

Fred/Bob Arctor está infiltrado em uma casa com outros traficantes/usuários de substância D (e outras drogas) para realizar sua investigação mas acaba alastrando sua atuação como drogado para sua vida de agente policial. Através da utilização de um "traje borrador" seus colegas de polícia não conhecem sua aparência e ele, devido à utilização de Substância D, eventualmente deixa de se conhecer também. Percebe-se ao longo da história que Fred se confunde ao assistir as fitas gravadas em sua casa para a investigação, e não se lembra ser Bob Arctor, pensando que ele é uma terceira pessoa. Suas identidades já não são claras em sua cabeça até que ele chega ao um ponto triste.

Realmente foi uma leitura muito angustiante e complexa, mas ao mesmo tempo, reflexiva. Adorei entrar no mundo de Dick. Um Reflexo na Escuridão foi adaptado para o cinema em 2006, pelo diretor Richard Linklater, recebendo no Brasil o nome de O Homem Duplo, que eu quero muito assistir.

Para quem não sabe ainda, o filme genial O Vingador do Futuro (esse eu assisti!) foi baseado no conto de Dick, We Can Remember It For You Wholesale (que eu não li, rsrs). Quem ainda não assistiu, corre! Eu assisti a versão de 1990 que teve nova roupagem em 2012.

Vale a pena a leitura, recomendo muito pois me fez ter muita vontade de ler as outras obras do autor!!

Beijos e até a próxima!!!
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