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#Resenha - Existo, Existo, Existo - Maggie O'Farrell

TÍTULO ORIGINAL: I am, I am, I am
AUTORA: Maggie O'Farrell
GÊNERO: Autobiografia
EDITORA: TAG inéditos
ANO DE LANÇAMENTO: 2018
NÚMERO DE PÁGINAS: 256

SINOPSEExisto, existo, existo é o livro de memórias surpreendente de Maggie O'Farrell sobre as experiências de quase morte que pontuaram e definiram sua vida. A doença da infância que a deixou de cama por um ano, que ela não deveria sobreviver. Um desejo adolescente de escapar disso quase terminou em desastre. Um encontro com um homem perturbado em um caminho remoto. E, o mais aterrador de tudo, uma luta diária e contínua para proteger sua filha - para quem este livro foi escrito - de uma condição que a deixa inimaginável- mente vulnerável à miríade de perigos da vida.
Dezessete encontros discretos com Maggie em diferentes idades, em diferentes locais, revelam toda uma vida em uma série de instantâneos visuais e viscerais. Em prosa tensa que vibra com eletricidade e emoção contida, O'Farrell capta os perigos que correm logo abaixo da superfície e ilumina a preciosidade, a beleza e os mistérios da própria vida.



Olá pessoal!!! Quantas vezes nós já escapamos de uma situação perigosa sem percebermos sua real dimensão? Eu já tive algumas experiências, umas bem recentes, inclusive...

Nesse livro, a autora nos contas dezessete vivências onde passou bem pertinho e deu um "oi" para a morte. Momentos cruciais em que o perigo foi evitado, passou por pouco, dificuldades e limitações que foram superadas.

Das passagens que mais me marcaram temos: a doença que Maggie teve aos oito anos de idade, uma encefalite que a deixou com sequelas; o último capítulo onde ela conta sobre a dificuldade que foi engravidar de uma de suas filhas e dos problemas com os quais ela nasceu; mas o que mais mexeu comigo foi a passagem sobre o primeiro aborto espontâneo que sofreu, e os que aconteceram na sequência, pois passei por um também, em 2007, e sofri bastante.




A autora intitula cada capítulo com uma parte do corpo diferente, dependendo da experiência de quase morte que teve. O livro é curto, 256 páginas, e ele faz parte do clube de assinaturas TAG inéditos, do qual não faço mais parte rsrsrs. Tive acesso a ele por empréstimo de uma colega de trabalho. Não é uma leitura para qualquer um. Eu, particularmente, achei um pouco entediante, pois esperava um outro enfoque das experiências de quase morte. Porém valeu a experiência.

Beijos e até a próxima!!!!

Paddy Clarke Ha Ha Ha - Roddy Doyle

Olá pessoal! Finalmente um post sobre mais uma leitura terminada! Essa foi mais uma experiência proporcionada pela TAG Experiências Literárias, que, dessa vez, não me foi muito agradável, infelizmente... Vamos lá.

TÍTULO ORIGINAL: Paddy Clarke Ha Ha Ha
AUTOR: Roddy Doyle
GÊNERO: Romance irlandês
EDITORA: Estação Liberdade
ANO DE LANÇAMENTO: 1995
NÚMERO DE PÁGINAS: 288

SINOPSE: (leia aqui)


Bom... como começar essa resenha? Foi minha primeira experiência com um escritor irlandês. O romance é narrado em primeira pessoa, por uma criança chamada Patrick Clarke, de 10 anos de idade, que viveu nos anos 60 na Irlanda. Demorou para eu acostumar com a narrativa da história que, por ser de uma criança de 10 anos, era totalmente confusa, assim como são os pensamentos de uma criança, derramados e, na maioria das vezes, sem sentido. A história narra os fatos corriqueiros da vida de Paddy, que mora com seus pais e mais 3 irmãos: Francis (Simbad), Catherine e Deirdre.

O conflito principal do livro é a demonstração da preocupação de Paddy com seus pais, e sua dificuldade em lidar com as brigas constantes entre eles. O menino acha que pode controlar a situação, em certos momentos se vê obrigado a apaziguar as brigas, mas sofre por perceber que não pode fazer nada.

Eu juro que tentei gostar mais desse livro, de verdade. Só que não foi uma leitura muito prazerosa, eu não sentia vontade de retomá-la, tanto que demorei 9 dias para terminá-lo. Na verdade, eu só acabei pois estava lendo concomitante com mais duas amigas, e no decorrer da leitura, íamos comentando sobre ela. Está difícil até escrever essa resenha... :(  

No fórum de discussão da TAG de setembro no Fabebook teve gente que amou, teve gente que odiou, gente que abandonou a leitura, gente que terminou por obrigação. 

Recomendo a leitura? Difícil... depende do momento pelo qual você está passando. O livro passa sua mensagem mas, como disse uma amiga, acho que esse não foi o meu momento certo para ler essa história.

Beijos e até a próxima!!!

TAG Experiências Literárias - Setembro

ASSINANTES DA TAG EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS: SE VOCÊ AINDA NÃO RECEBEU SEU KIT, AQUI CONTEM A REVELAÇÃO DO LIVRO DO MÊS



Oi leitores! Como vocês já sabem, assino a TAG Experiências Literárias, que é um clube de livros onde você recebe, todo mês, um título diferente, indicado pelo curador do mês, junto com alguns mimos que tem tudo a ver com os livros escolhidos mais uma revista onde se fala sobre o autor e a história. O legal é que você não sabe qual livro será recebido, mas são enviadas dicas para tentar descobrir qual a obra. Além disso, são criados grupos de discussão na página da TAG no Facebook, o que enriquece ainda mais a experiência.


foto: Amor por Livros


No mês de setembro, o título escolhido foi Paddy Clarke Ha Ha Ha, de Roddy Doyle, escritor irlandês cujas experiências quando criança influenciaram nessa história. Para a TAG, o mês de setembro foi considerado o mês das crianças, por isso a escolha do título.

Nunca li nada desse autor, na verdade não o conhecia (não me julguem). O que estou mais gostando na TAG é sair de uma zona de conforto e expandir meu horizontes literários. Apesar de ter meus gêneros prediletos, gosto de explorar outros mundos.

foto: Amor por Livros

O valor da TAG não é muito convidativo mas, como você pode cancelar a qualquer momento, acredito ser válida a experiência por alguns meses.

Eis a sinopse do livro: Paddy Clarke Ha Ha Ha é uma memorável história de meninos, ou, como diria The Times, temos aí uma ótima safra 1968 de Dublinenses (em alusão a Joyce). Uma viagem ao final da década de 60 que deixará qualquer leitor nostálgico de uma época em que era possível (e necessário) para todo menino de 10 anos torcer por árabes ou israelenses, se perguntar por que os ianques implicavam tanto com os "gorilas" do Vietnã, num dos trechos mais hilários do livro, e obviamente tomar partido pelos "gorilas" contra os aviões e tanques, encenar jogos de guerra - às vezes levados a sério - ou de índios em quintais de escola ou em canteiros símbolo do crescimento urbano ladrão de campos de aventura, inventar Grandes Prêmios através de jardins, garagens e cercas vivas, roubar revistas de futebol (alguns milhões de anos no purgatório) em lojinhas de velhas detestadas. Tudo isso e mais as rivalidades na escola e o professor sádico-paternalista, as leituras escondidas sob as cobertas, a febre pelo futebol e pelo ídolo George Best, o suplício do rato na privada da casa, as brincadeiras com o coitado do irmão que vivia engolindo sapos e lagartos - e até labaredas, enquanto as irmãzinhas eram tão inúteis que nem chamavam a atenção de nosso aprendiz de macho, que por outro lado se contorcia de medo, assim como toda a classe em pânico coletivo na fila conduzindo à jovem enfermeira que os examinaria (passagem inesquecível) - (sinopse retirada do site da Livraria da Travessa).

Em breve, lerei e farei resenha aqui no blog.

Beijos e até o próximo post!

O Casamento - Nelson Rodrigues

Oi pessoal! Hoje venho falar de um livro que me arrebatou. Foi a primeira obra do autor que li, nunca havia lido nenhum de seus contos e graças à TAG Experiências Literárias (um clube de livros que comecei a assinar este mês, mas será assunto para outro post) fiquei conhecendo esse romance, o único de Nelson Rodrigues, e que foi censurado na década de 60. O autor, sempre polêmico, disse ter ficado "pálido de espanto" ao receber a notícia da proibição de O Casamento (informação essa retirada do próprio livro, em sua página 264). Bem, vamos apresentar a obra:

TÍTULO ORIGINAL: O Casamento
AUTOR: Nelson Rodrigues
GÊNERO: Romance brasileiro
EDITORA: Nova Fronteira
ANO DE LANÇAMENTO: Essa edição que li é de 2016 mas a obra é de 1966
NÚMERO DE PÁGINAS: 272




Esse foi o primeiro e único romance de Nelson Rodrigues, que nunca recorreu a pseudônimos e não tinha papas na língua. A história fala sobre perversão sexual, homossexualismo, incesto, assassinato, adultério, e tudo acontece às vésperas do casamento da filha caçula de Sabino Uchôa Maranhão, pessoa bem sucedida do Rio de Janeiro, pai exemplar, que se vê atordoado por todos esses acontecimentos.

Tudo começa com a revelação do ginecologista da família (Sabino era o único homem, pois em sua casa eram a mulher mais quatro filhas) de que o noivo de Glorinha foi flagrado por ele beijando seu assistente na boca.

O abalo psicológico de Sabino é sentido em cada página do livro. Cada personagem tem seus dramas e demônios particulares. Eu fiquei totalmente envolvida na história, não conseguia parar de ler. O autor demonstrou a verdade nua e crua da sociedade nessa obra. Posso estar falando um monte de bobagens aqui, mas esse primeiro contato com o autor me impressionou. 

Me apaixonei pela sua escrita fácil, polêmica e verdadeira, mostrando toda a hipocrisia do ser humano. "Somos todos leprosos" como disse o Monsenhor a Sabino.

Se recomendo? Muito!!!! 

Beijos e até o próximo post!
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