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#Resenha - Adulta sim, Madura nem Sempre - Camila Fremder

TÍTULO ORIGINAL: Adulta Sim, Madura nem Sempre: Fraldas, Boletos e Pouco Colágeno
AUTORA: Camila Fremder
GÊNERO: Crônicas
EDITORA: Paralela
ANO DE LANÇAMENTO: 2018
NÚMERO DE PÁGINAS: 136

SINOPSEA vida adulta chega de uma hora para outra e nem sempre estamos preparados para ela. E tudo bem.
Um dia você é a jovem moderna que ouve música alta e incomoda a vizinha. Num piscar de olhos é você quem está interfonando para o porteiro e reclamando, aos berros, do som da garota que mora no andar de cima. O que aconteceu? Simples: a vida adulta chegou. Quer dizer, não tem nada de simples.
Como Camila Fremder mostra neste seu novo livro, a vida adulta costuma chegar de uma hora para outra, sem avisar, sem um curso preparatório, sem nada. Ou pelo menos é assim que a gente se sente. E a consequência disso é muito estranhamento, reflexões e boas risadas.
Saem de cena as noites agitadas e os dias sem grandes preocupações, sendo substituídos por fraldas (no caso de quem tem filho), boletos e muita paranoia com a aparência. Com observações perspicazes e bom humor, Camila nos ajuda a entender e aceitar melhor essa transição. Um livro que você não vai conseguir largar. A menos que o bebê acorde ou esteja na hora de você correr para o batente.



É fato que não estamos preparados para a vida adulta. Podemos conjecturar e torcer para que ela chegue logo quando somos adolescentes, mas quando estamos vivendo, vimos que nada é como parece. Não há nada que nos prepare para os problemas que surgirão, as responsabilidades, as inseguranças, os medos.... e quando chega um bebê então....

A autora descreve as aventuras de uma jovem mulher moderna que tenta se reconhecer como adulta enquanto ainda possui vontades de adolescente (me identifiquei muuuuuiiiitttooooo com isso rsrsrs) de uma maneira muito leve e divertida. É impossível não se ver nas mesmas situações dela e não rir muito com isso. 




O ápice do livro é quando ela se torna mãe. Hoje meu filho tem 9 anos, já é totalmente independente (até demais pro meu gosto) mas não teve como eu não lembrar de tudo pelo que passei na gravidez, principalmente ao final dela, e logo após o seu nascimento. Em como fiquei atrapalhada com a amamentação, não gosto nem de lembrar, em como ficava paranóica porque ele dormia demais (sim, meu filho dormia bem e deixava eu dormir rsrsrs), nas mamadas de 3 em 3 horas, na bombinha de leite quando eu tentava tirar o pouco que eu tinha... enfim, conclui-se que só muda de endereço.

Recomendo essa leitura, que pode ser feita em um dia pois é bem fluida, e vai te divertir bastante.

Beijos e até a próxima!!!!!

Nu, de Botas - Antonio Prata

TÍTULO ORIGINAL: Nu, de Botas
AUTOR: Antonio Prata
EDITORA: Companhia das Letras
GÊNERO: Crônicas
ANO DE LANÇAMENTO: 2013
NÚMERO DE PÁGINAS: 140

SINOPSE: Em Nu, de Botas, Antonio Prata revisita as passagens mais marcantes de sua infância. As memórias são iluminações sobre os primeiros anos de vida do autor, narradas com a precisão e o humor que seus milhares de leitores já se habituaram na Folha de São Paulo, jornal em que Prata escreve semanalmente desde 2010. (...) Os textos não são memórias do adulto que olha para trás e revê sua trajetória com nostalgia ou distanciamento. Ao contrário, o autor retrocede ao ponto de vista da criança, que se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular - cômico, misterioso, lírico, encantado.


Comecei a ler esse livro despretensiosamente e, em dois dias, terminei! As crônicas do colunista da Folha de São Paulo, filho de Mario Prata, são sensacionais!

Ele tem um estilo de escrita muito fácil, direto e bem humorado. O modo como ele conta as histórias de sua infância me fizeram rir alto!!! E, pelo fato de ele ser meu contemporâneo (ele nasceu em 1977 e eu, em 1978), não houve uma crônica com a qual eu não me identificasse. Elas seguem uma ordem cronológica mas não se trata de uma história contínua. Cada crônica fala sobre um dia em sua infância.

A mais sensacional: a de título "Alô, Bozo?". Eu amava o Bozo e me sentia exatamente como ele descreveu na história! Cada detalhe descrito (até o número de telefone, achei fantástico!) me remeteu a 1980 e bolinhas... rsrs... A única diferença é que eu nunca tive coragem de ligar para o programa! kkkkk





A última crônica, "Pela Janela", me fez lembrar de um acontecimento de quando eu tinha 12 anos, quando fiz mais ou menos a mesma coisa que a garotinha citada na história. Só que com uma diferença: eu não era correspondida (ainda bem que eu era somente uma criança... rsrsrs).

Enfim, leiam este livro fantástico! É uma leitura rápida e, se você passou sua infância nos anos 80, é certeza que vai se divertir muito!!!!

Beijos e até o próximo post!!!
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