TÍTULO ORIGINAL: The Devil in The White City
AUTOR: Erik Larson
GÊNERO: Não ficção
EDITORA: Intrínseca
ANO DE LANÇAMENTO: 2016
NÚMERO DE PÁGINAS: 448

SINOPSEAssassinato, magia e loucura na feira que transformou os Estados Unidos. No final do século XIX os Estados Unidos eram uma nação jovem e orgulhosa, ávida por afirmar seu lugar entre as maiores potências mundiais. Nesse contexto, a Feira de Chicago de 1893 teve papel fundamental: tinha o objetivo de apresentar a maior e mais impressionante exposição de inovações científicas e tecnológicas já idealizada. A poucas quadras dali um prédio estranho e complexo nomeado Hotel da Feira Mundial era, na verdade, um palácio de tortura, para aquele que ficou conhecido como possivelmente o primeiro serial killer da história americana.



Olá pessoal, como estão? Depois de um certo tempinho, venho com uma leitura que foi meu primeiro contato com o autor e, confesso, foi bem arrastada, foram 12 dias lendo essa obra que é magnífica sim, mas não é o tipo de leitura que me prende. Vamos lá.

A história se passa em Chicago, em meados no século XIX e mostra todo o empenho da cidade em sediar a Feira Colombiana Mundial, realizada para comemorar os 400 anos do descobrimento da América por Colombo. Nos deparamos com uma riqueza de detalhes descritivos de todo o planejamento da feira, de todos os obstáculos enfrentados pelos profissionais envolvidos na sua construção, visto que ela deveria ser realizada para superar a Feira das Artes Decorativas de Paris, de 1884, onde a torre Eiffel foi inaugurada, provando assim que Chicago poderia fazer um evento que perdurasse na memoria das pessoas.

O livro é "dividido" em duas histórias distintas, mas ocorridas na mesma cidade, Chicago. A primeira delas conta sobre a saga de Daniel Burnham e seu grupo de renomados profissionais durante a construção da "Cidade Branca", como depois ficaria conhecida, onde deveria abrigar a Feira Mundial e desbancar a feira de Paris.




A outra, conta a história de H.H. Holmes que, percebendo que Chicago estava em expansão, decidiu mudar-se para lá, onde conseguiu um emprego em uma farmácia que, tempos depois, comprou por métodos nada corretos. Então, nos é apresentado o serial killer da história, que, sem dúvida, foi o que me segurou nessa leitura. Holmes era extremamente galanteador, conquistava facilmente as mulheres, que acreditavam em todas as suas promessas furadas. Sua farmácia prosperou, o que fez com que construísse um hotel próximo à "Cidade Branca" que, claro, vivia cheio de mulheres durante o funcionamento da feira. Sim, ele só admitia mulheres em seu hotel. Lá, ele construiu sua "máquina" de matar. Não vou contar aqui, pois seria spoiler. O autor, com base em muita pesquisa, mergulha fundo na mente do assassino sendo que muitas partes da narrativa são pontos de vista do próprio Holmes.

O livro é sim magnífico, com uma riqueza de detalhes surpreendente, cheio de fatos históricos e é uma história REAL. É difícil absorver que alguém como Holmes tenha realmente existido e cometido tantas atrocidades. Uma pena que, para mim, foi um leitura pesada e posso dizer, até chata. Não devorei como achava que devoraria e só terminei porque queria saber o que aconteceria com Holmes.

Para quem gosta de romances históricos, cheios de detalhes arquitetônicos e financeiros, é uma boa pedida.

Beijos e até a próxima!

4 Comentários

  1. Acredito ter sido relevante a leitura...Que bom que insistiu amiga...Parabéns Rê...Margaret

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    1. Foi sim, mas não deixou de ser chata para mim...
      bjs

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  2. Oi Rê! Tudo bem? Eu super te entendo, ás vezes a gente entende que o livro é bom, consegue notar a inteligencia do enredo, mas não curte tanto a obra mesmo assim rsrs Não sei se leria agora, mas dica anotada!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Verdade Mi! Foi bem isso que escreveu! A sensação foi justamente essa!
      bjs

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