TÍTULO ORIGINAL: La Loca de la Casa
AUTORA: Rosa Montero
GÊNERO: Romance Espanhol
EDITORA: Harper Collins Brasil
ANO DE LANÇAMENTO: 2003
NÚMERO DE PÁGINAS: 176

SINOPSE: Em A Louca da Casa, Rosa Monteiro propõe aos leitores um jogo narrativo cheio de surpresas. Nele se misturam literatura e vida, num coquetel estimulante de biografias e autobiografia romanceada. E assim descobrimos que o grande Goethe adulava os poderosos até chegar ao ridículo, que Tolstói era um energúmeno, que Rosa, quando criança, via-se como uma anã e que, aos 23 anos, manteve um extravagante e hilário romance com um ator famoso.
Mas não devemos confiar em tudo o que a autora conta sobre si mesma: as lembranças nem sempre são o que parecem. Este é, afinal, um livro sobre a fantasia e sonhos, loucura e paixão, sobre os medos e as dúvidas dos escritores, mas também dos leitores. A Louca da Casa é, antes de mais nada, uma tórrida história de amor e de salvação entre Rosa Montero e seu imaginário.


Foi uma experiência literária enriquecedora. Mais uma vez estou grata à TAG Experiências Literárias pela oportunidade de sair da minha zona de conforto. A obra demonstra que Rosa Montero tem muito conhecimento sobre o seu métier e ela conseguiu escrever uma autobiografia muito bem humorada, apesar de ficcional, como ela própria cita no livro. E essa característica se reforça com as três versões que ela conta sobre a história de amor que teve com M., um famoso ator de Hollywood, pois não ficamos sabendo qual das histórias é a verdadeira ou a que mais se aproxima de ser verdadeira. Achei que iria odiar o livro entretanto, gostei muito, apesar de ser algo totalmente diferente do que estou acostumada a ler.




Ela discorre sobre o comportamento de um romancista ao escrever suas obras e fala sobre vários autores, mas aí, os fatos são verídicos e podem ser comprovados. Dentre os escritores está Philip K. Dick, cujo obra Um Reflexo na Escuridão li a pouco tempo e virei fã do cara (resenha aqui). Fiquei com muita vontade de ler A Sangue Frio, de Truman Capote, que já me tinha sido indicado por uma amiga e agora fiquei mais curiosa ainda sobre ele.

Separei alguns trechos de que gostei e vou transcrevê-los aqui:

"Para ser, temos que nos narrar, e nessa conversa sobre nós mesmos há muitíssima conversa fiada: nós nos mentimos, nos imaginamos, nos enganamos." (página 8)

"Falar de literatura, então, é falar da vida; da própria vida e da vida dos outros, da felicidade e da dor. E é também falar do amor, porque a paixão é o maior invento das nossas existências inventadas, a sombra de uma sombra, a pessoa adormecida que sonha que está sonhando." (página 11)

"Os seres humanos são criaturas tão paradoxais que a fraqueza mais tola e vulgar pode coexistir ao lado do talento mais sublime." (página 42)

"Porque os seres humanos não apenas são menores que seus sonhos, também são menores que suas alucinações. A imaginação sem freios é como um raio no meio da noite: abrasa, mas ilumina o mundo." (página 125)

"Seja por esta razão, seja simplesmente porque meus neurônios estão deteriorados, a questão é que minha memória é catastrófica, a ponto de às vezes eu mesma ficar assustada com meus esquecimentos." (página 141) - me vi nessa frase... rsrs

"Em geral, os seres humanos não permitem outros delírios, mas aceitam o amoroso. A alienação passageira da paixão é uma doidice socialmente admitida. É uma válvula de escape que no permite continuar sendo equilibrados em todo o resto." (página 150)

Deixem seus comentários aqui se acharam interessante a temática da obra! Eu recomendo a leitura!

Beijos e até o próximo post!

Um Comentário

  1. Parece ser um livro interessantíssimo. Adorei os trechos que você escolheu, em especial esse: "Os seres humanos são criaturas tão paradoxais que a fraqueza mais tola e vulgar pode coexistir ao lado do talento mais sublime."
    Obrigada pela dica de leitura, com certeza irei procurar mais sobre a obra.

    Beijos
    Blog Mente Viajante

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