TÍTULO ORIGINAL: Ainda Estou Aqui
AUTOR: Marcelo Rubens Paiva
GÊNERO: História real/Política/Memórias
EDITORA: Objetiva (Alfaguara)
ANO DE LANÇAMENTO: 2015
NÚMERO DE PÁGINAS: 3362 (ebook para celular)

SINOPSE: Trinta e cinco anos depois de Feliz Ano Velho, a luta de uma família pela verdade Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio a dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.


Olá pessoal! Taí mais uma leitura que me fez sair da zona de conforto. Esse livro foi o envio de Dezembro da TAG Experiências Literárias que, por motivos de força maior, tive que cancelar mas, como tenho amigas que ainda assinam, elas me contam qual é o livro do mês e tento ir atrás do título para lermos em conjunto. E esse eu já tinha no meu celular, assim como tenho Feliz Ano Velho, que ainda não li.

Ainda Estou Aqui é um livro que fala de política, além de contar a dramática história da família Paiva, da qual, confesso, não conhecia. Nunca fui fã de política nem de história (era péssima no colégio) e sim, podem me condenar, mas meu conhecimento sobre a ditadura é muito superficial (apesar de ter nascido no finalzinho dela). Entretanto, não consegui ficar indiferente à esse tema após ler esse livro. Marcelo explica, sem rodeios, os horrores dessa época dramática, uma das piores da história do nosso país.



Esse é um livro que impacta e nos faz refletir. O modo como Eunice Paiva encarou toda a situação, a prisão, exílio, tortura e desaparecimento de seu marido, criando seus 5 filhos sozinha, é inspirador. Começou uma carreira aos 41 anos, lutou por seus ideais, levantou a voz para os militares e defendeu as causas indígenas. Mas também é uma história cruel, expondo esse tipo de política, contando detalhes a respeito das torturas realizadas comparando com casos recentes como o do pedreiro Amarildo, torturado em uma UPP (Unidade Política Pacificadora) em 2013.

Fiquei feliz em ter iniciado (e concluído) essa leitura que me fez aumentar mais um pouco meu pequeno rol de leituras de autores nacionais. Com certeza Feliz Ano Velho vai entrar para minha lista. Livro recomendadíssimo e obrigatório! E preparem os lencinhos para tanto drama!

Beijos e até a próxima!

8 Comentários

  1. Oi Rê!!! Nunca li nada sobre esse assunto, confesso que não gosto de política, mas sua resenha me fez querer ler esse livro :)

    Beijinho
    EVENTUAL OBRA DE FICÇÃO

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    1. Ro, também não gosto de política mas aceitei o desafio de lê-lo com minhas amigas e não me arrependi.
      bjs

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  2. Feliz Ano Novo Renata!
    Não conhecia o livro, mas vou adiar um pouco pela longa lista de desejados, rs.
    É uma tema bem difícil de se abordar, né?
    Beijos
    https://estante-da-ale.blogspot.com.br

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    1. Feliz Ano Novo, Ale! É um tema bem complicado mesmo...
      bjs

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  3. Oies Reh, esse livro é maravilhoso <3 Eu também não tinha muito conhecimento sobre a Ditadura Militar brasileira, mas nossa, esse livro é bem real e verdadeiro. Teve momentos que precisei parar a leitura para refletir e chorar, sim, chorei muito! :( Mas é a nossa história como nação, é preciso conhecer! Bjos <3

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    1. Verdade, Cacá! Temos que conhecer nossa história. Eu não chorei, mas fiquei bem angustiada...
      bjs

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  4. Oi Rê, tudo bem?
    Eu tenho assinar a Tag, mas quero primeiro experimentar Nerd ao Cubo.
    Esse tipo de leitura foge um pouco do que estou habituada a ler, mas sabe, decidi que preciso me aventurar mais nos livros sabe. É como você mesma disse, tenho que sair da minha zona de conforto.
    Beijos
    Quanto Mais Livros Melhor

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    1. Pri, a TAG até agora só me fez sair da zona de conforto e tenho amado a experiência. Não conheço esse Nerd ao Cubo, vou procurar saber.
      bjs

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